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Com foco na avaliação das instituições de ensino, equipa do INAAREES trabalhou na URNM

Angola pretende entrar para um Ciclo de Avaliação das Instituições do Ensino Universitário, onde os cursos de medicina e ciências de enfermagem constam das prioridades.

A medida surge na sequência do Decreto Presidencial n.° 5/19, de 07 de Janeiro, ao abrigo do qual, o Titular do Poder Executivo proíbe a criação de novos cursos de medicina e, concomitantemente, os de ciências da saúde.

O referido diploma orientava que os cursos de medicina deviam ser objecto de uma avaliação imediata, tarefa que é acometida ao Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES).

À luz dessa orientação, esteve a trabalhar em Malanje, na última Sexta-feira, 18 de Março de 2022, uma missão de quadros daquele instituto, encabeçada pelo Chefe do Departamento de Avaliação Externa e Acreditação das Instituições do Ensino Superior, Manuel Zau.

De acordo com o responsável, a delegação trabalhou com a Direcção da Faculdade de Medicina da URNM, tendo informado que antes do final do I.° Semetre do corrente, à Unidade Orgânica deverá ser avaliada.

Nos dizeres de Manuel Zau, à estratégia é fomentar um ambiente de diálogo com às instituicões visadas, de tal sorte que à avaliação tenha um carácter de concertação e nunca de imposição.

Com efeito, e segundo acrescentou, para este ano estão catalogadas para avaliação 97 Instituições, com as quais foram já realizados no passado mês de Fevereiro dois “Webinares” em que o INAREES explicou os objectivos do procedimento.

“Depois do “Webinar”, sentimos que não basta falar online, por isso, achámos melhor marcar presença nas províncias para dialogar, in loco, com às instituicões que ministram cursos de medicina”, enfatizou.

Noutra vertente, e à guisa de esclarecimento ressaltou que existem instrumentos legais reguladores da política de avaliação, em Angola, que devem ser observados com todo o rigor, e os mesmos servirão de referência para levar à cabo o processo de avaliação.

Instado a debruçar-se sobre os resultados almejados com à avaliação, Manuel Zau sublinhou que, entre outras metas, se propõe preparar às instituicões para o processo de auto-avaliação, onde elas próprias possam identificar os seus pontos fortes e fracos, antes de serem sujeitas a uma avaliação externa.

” Por outro lado, é preciso deixar claro que à avaliação não vem para punir ninguém. Antes pelo contrário, ela surge para ajudar a contornar as debilidades e cristalizar os pontos fortes para que se tornem uma marca da instituição”, justificou.

Carlos Mendes
In Kamboma Mayele

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